terça-feira, 12 de agosto de 2014

Carrossel da Fé: O bordô e branco mecânico

Atual elenco vocemista possui diversas ligações com a cultura holandesa
Almir Gullit, Rosembrick e Amsterdan
Talvez o torcedor mariano ainda não tenha se dado conta, mas o atual elenco do VOCEM possui fortes ligações com a Holanda, nação européia conhecida por suas belas paisagens e também por uma política liberal em relação à prostituição e às drogas.

Homenageando jogadores que marcaram época nas seleções comandadas pelo lendário Rinus Michel, treinador que apresentou ao mundo a “Laranja Mecânica” em 1974 e liderou o país na conquista continental em 1988, dois representantes do Esquadrão da Fé acabaram ganhando nomes bastante incomuns para os padrões brasileiros. E as curiosidades não param por aí, já que a capital do país europeu definiu a certidão de nascimento de outro vocemista.

Trata-se do volante Amsterdan, que nasceu em Lagoa do Itaenga (PE) e nunca chegou a visitar a cidade de Amsterdã (em inglês e no idioma local, Amsterdam). "Quando minha mãe estava grávida, meu pai ouviu o nome da capital da Holanda e gostou", revela. "Costumo sempre brincar com ele: poxa, não tinha um nome melhor para colocar não?", se diverte o jogador.

Por sua vez, o meia Rosembrick foi batizado em homenagem a um ex-jogador holandês vice-campeão mundial em 1974 e 1978, que na verdade se chamava Rensenbrink. "Foi meu pai quem escolheu esse nome e graças a Deus deu certo. Eu não sou tão bom quanto o original, que jogou na seleção, mas estou feliz por estar em um time maravilhoso fazendo o que eu mais gosto, que é jogar futebol", explica o atleta de 35 anos.

As curiosidades envolvendo os dois vocemistas foram inclusive pauta de uma matéria do Globo Esporte. Porém, um terceiro elemento acabou passando batido pela reportagem. Se a fama do "Carrossel Holandês" inspirou o pai de Rosembrick no final dos anos 70, a geração que faturou a primeira e única Eurocopa dos holandeses na década seguinte também ganhou seus homônimos no Brasil.

Não por acaso a composição nominal do zagueiro Almir faz referência a um dos craques daquele time, que se tornou ídolo no Milan da Itália ao lado dos compatriotas Rijkaard e Van Basten: “Meu pai era muito fã do Gullit e resolveu fazer essa homenagem quando eu nasci. Fico feliz em saber que carrego o nome de um grande jogador, mas as semelhanças entre nós param por aí. Até porque ele era um meia-atacante e eu sou defensor”, esclarece.

A esperança dos torcedores é que a ligação desses vocemistas com o futebol holandês inspire o restante do grupo nos próximos compromissos do Esquadrão da Fé pelo Campeonato Paulista da Segunda Divisão. Com apenas dois pontos na tabela, o time de Assis precisa reagir se quiser manter vivas suas esperanças de classificação.
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